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Modernização do agro amplia demanda por energia elétrica no campo tocantinense

G1
15 de Junho de 2026 às 14:21
4 min de leitura
Modernização do agro amplia demanda por energia elétrica no campo tocantinense

O avanço da tecnologia no agronegócio tem transformado a energia elétrica em um dos pilares da produção rural moderna. Sistemas de irrigação, armazenagem, conectividade, secadores, automação e outros equipamentos utilizados nas fazendas ampliaram significativamente a dependência desse recurso e colocaram a infraestrutura elétrica entre os temas estratégicos para o desenvolvimento do setor. No Tocantins, estado que vem consolidando sua expansão agrícola nos últimos anos, produtores rurais convivem com a necessidade crescente de um fornecimento mais estável, eficiente e preparado para atender às novas demandas do campo. Equipamentos voltados à irrigação, ao beneficiamento, à armazenagem e à conectividade exigem fornecimento contínuo, tornando a energia um insumo cada vez mais relevante para a atividade produtiva. Energisa Tocantins Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, o fortalecimento da infraestrutura energética acompanha a própria evolução da atividade agropecuária. “O crescimento do agro tocantinense está diretamente ligado à capacidade de investir em tecnologia, eficiência e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa transformação, garantindo condições para que os produtores mantenham a competitividade e continuem produzindo com segurança”, destaca. A adoção crescente de novas tecnologias também tem alterado a forma como esse recurso é utilizado nas fazendas. Equipamentos voltados à irrigação, ao beneficiamento, à armazenagem e à conectividade exigem fornecimento contínuo, tornando a energia um insumo cada vez mais relevante para a atividade produtiva. Além da disponibilidade do serviço, a gestão do consumo passou a integrar o planejamento das propriedades. O acompanhamento mais próximo da utilização de energia contribui para decisões mais assertivas, maior previsibilidade operacional e melhor controle dos custos da produção. Uma das ferramentas disponíveis para esse monitoramento é a autoleitura, procedimento autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite ao próprio consumidor informar mensalmente a medição registrada no relógio. A prática auxilia o cliente rural a acompanhar com mais precisão a utilização do serviço e evita cobranças baseadas na média dos últimos 12 meses. Dados da Energisa Tocantins mostram que a ferramenta vem ganhando adesão no estado. Somente em 2025, já foram registradas mais de 160 mil autoleituras, número 25,15% superior ao contabilizado em 2024. A expectativa é ultrapassar 200 mil registros em 2026. Nas áreas rurais, onde as longas distâncias e dificuldades de acesso fazem com que a leitura presencial ocorra, no mínimo, a cada três meses, a autoleitura tem se consolidado como uma alternativa importante para ampliar o controle sobre os gastos energéticos da propriedade. De acordo com a Energisa, a disponibilidade energética no Tocantins aumentou 163% nos últimos dez anos, acompanhando a expansão das atividades econômicas e a maior demanda registrada em diferentes regiões do estado. A concessionária também observa mudanças no perfil de utilização nas áreas rurais. O uso cada vez maior de sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem, agroindústrias e outras tecnologias têm tornado a demanda mais contínua ao longo do ano. Segundo o diretor técnico comercial da Energisa Tocantins, Alberto Cunha, o diálogo entre concessionária, produtores e entidades representativas contribui para o planejamento necessário ao atendimento das regiões em desenvolvimento. “Observamos um consumo mais contínuo e menos sazonal, impulsionado pelo crescimento da irrigação, da agroindustrialização e pela adoção de novas tecnologias nas propriedades rurais. Esse movimento acompanha a evolução do agronegócio e reforça a importância do planejamento energético para atender às demandas do campo”, afirma. Para Alberto, a aproximação entre os diferentes setores permite compreender melhor as necessidades das regiões em expansão agrícola. “A aproximação com entidades representativas do setor produtivo permite compreender tendências e antecipar demandas de energia nas regiões em expansão agrícola. Esse alinhamento contribui para o planejamento das ações necessárias para acompanhar o desenvolvimento do Tocantins”, ressalta. Para Caroline Barcellos, a energia elétrica passou a integrar de forma cada vez mais estratégica o planejamento das propriedades rurais, acompanhando a modernização da produção e as novas demandas do setor. “O agro tocantinense tem mostrado sua capacidade de crescimento e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa evolução, garantindo condições para que os produtores possam investir, produzir e gerar desenvolvimento para o estado”, conclui.
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