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Flávio Bolsonaro diz que Bolsa Família é ‘direito adquirido’ e propõe ampliar transição para emprego formal

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15 de Junho de 2026 às 15:13
3 min de leitura
Agora no g1 O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (15) que o Bolsa Família se tornou um “direito adquirido” da população brasileira e que ninguém poderia acabar com o programa. Durante entrevista no VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, Flávio também defendeu que os beneficiários continuem recebendo o auxílio por um período mais longo depois de conseguir um emprego formal ou abrir uma empresa. “Esse programa virou direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de tocar ou de acabar com esse programa. Qualquer país do mundo tem um programa para pessoas de baixa renda que têm dificuldade alimentar”, afirmou. Segundo o senador, o receio de perder imediatamente o benefício desestimula parte dos beneficiários a buscar a formalização. Ele afirmou que muitas pessoas atendidas pelo programa já trabalham informalmente. “Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente e não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício”, declarou. Flávio disse que pretende ampliar o período de proteção para quem deixar a informalidade, com o objetivo de dar mais segurança às famílias durante a transição. “Nós vamos propor a criação de um programa não só para garantir que as pessoas permaneçam ganhando o Bolsa Família caso passem para um emprego formal ou abram a própria empresa, por um período mais longo, mas também para mostrar que elas têm um caminho e podem caminhar com as próprias pernas, sem depender de político nenhum”, afirmou. O pré-candidato também defendeu a criação de iniciativas diferentes de acordo com o perfil de cada beneficiário. Entre as medidas citadas estão acesso à internet de alta velocidade, microcrédito, educação financeira e redução da burocracia para a abertura de pequenos negócios. “Tem aquela pessoa que é analfabeta, aquela pessoa que só não tem educação financeira e aquela que já tem uma certa noção, quer abrir o próprio negócio, mas não tem um microcrédito. Veja os perfis diferentes de quem recebe o Bolsa Família”, disse. Flávio afirmou ainda que programas de transferência de renda devem ser mantidos para quem precisa, mas acompanhados de políticas que ampliem as possibilidades de emprego e empreendedorismo. “O objetivo pessoal meu é fazer com que as pessoas caminhem com as próprias pernas, sem depender de político. Precisamos trazer grandes empreendimentos que gerem empregos e deem um salário melhor, para que as pessoas não precisem mais desse tipo de ajuda. Mas, até lá, quem precisar do governo terá o apoio”, declarou. Ex-presidente da Caixa na campanha Flávio também afirmou que a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques está próxima de sua campanha e deverá ajudá-lo na elaboração de propostas para as áreas econômica e social. “Ela está perto de nós aqui na campanha e vai me ajudar nessa parte econômica, mas, principalmente, na pauta de responsabilidade social”, declarou. Daniela integrou a equipe do então ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o governo de Jair Bolsonaro. O senador destacou a experiência dela na Caixa, especialmente em iniciativas voltadas a mulheres empreendedoras. “Com a experiência que ela teve na Caixa Econômica e com programas específicos para as mulheres empreendedoras, ela mostrou como é possível, com o uso de tecnologia, boa vontade e boas políticas públicas, estender a mão para aquelas pessoas que querem caminhar com as próprias pernas e empreender, mas não sabem como”, afirmou. Segundo Flávio, Daniela poderá contribuir com propostas de microcrédito, educação financeira e redução da burocracia para facilitar a abertura e a manutenção de pequenos negócios.
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