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EUA planejam corte drástico em caças e navios de guerra para operações da Otan na Europa, diz jornal

G1
12 de Junho de 2026 às 09:53
4 min de leitura
EUA planejam corte drástico em caças e navios de guerra para operações da Otan na Europa, diz jornal

A estratégia de apaziguar Trump está funcionando para a Otan? Os Estados Unidos planejam reduzir significativamente o número de aeronaves e navios de guerra disponibilizados para operações da Otan na Europa, informou o jornal americano "The New York Times" nesta sexta-feira (12), citando dois altos funcionários europeus. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 Segundo as fontes, o plano dos EUA inclui reduzir o número de caças F-16 e F-15E de aproximadamente 150 para 100, diminuir o número de aeronaves de reconhecimento marítimo de 26 para 15 e remover todos os oito aviões-tanque de reabastecimento aéreo que havia disponibilizado para a Europa. Além das reduções, os EUA também pretendem realocar um submarino lançador de mísseis e um porta-aviões, juntamente com vários navios de guerra e dezenas de jatos que se juntam às missões do porta-aviões, informou o New York Times. De acordo com relatório, a decisão limitaria a capacidade da OTAN de lançar ataques de longo alcance e realizar vigilância. "Historicamente, houve uma dependência excessiva das forças e capacidades dos EUA", disse a porta-voz da Otan, Allison Hart, à Reuters, acrescentando que, à medida que a Europa e o Canadá investem mais em defesa e desenvolvem maiores capacidades, o equilíbrio de responsabilidades pode mudar: "Isso fortaleceria a defesa da Otan, reduzindo a dependência de um único aliado e refletindo uma mudança mais ampla que está ocorrendo dentro da aliança". O Comando Europeu dos EUA afirmou em comunicado na semana passada que iria " redimensionar " suas contribuições para o Modelo de Força da OTAN, sem fornecer mais detalhes. Procurado pela agência de notícias Reuters para comentar a reportagem, o Departamento de Defesa dos EUA não respondeu aos pedidos de comentários. Soldados dos EUA são vistos antes da cerimônia oficial de boas-vindas das tropas da OTAN em Orzysz, na Polônia, em 2017 Wojtek Radwanski/AFP Trump anunciou envio de 5 mil soldados à Polônia recentemente Apesar dos indícios de um corte dos EUA na ajuda à Otan e das críticas repetidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à aliança, no dia 21 de maio, o republicano surpreendeu ao anunciar o envio de 5 mil soldados para a Polônia. Um dia depois, membros da Otan e autoridades de Defesa expressaram perplexidade com a decisão, já que, há apenas algumas semanas, ele havia dito que iria reduzir a presença de tropas dos EUA em território europeu e ordenado a saída de 5 mil militares do continente. “É realmente confuso e nem sempre fácil de navegar”, disse a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, a repórteres em uma reunião organizada por ela com seus homólogos da OTAN, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. EUA vão enviar 5 mil soldados à Polônia Autoridades de Defesa dos EUA, que falaram sob condição de anonimato com a agência de notícias Associated Press, também se disseram confusas. Durante discurso em encontro com os aliados da Otan, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, minimizou as contradições de Trump: "Os Estados Unidos têm compromissos globais e reavaliam constantemente a presença de tropas. O posicionamento das Forças não é uma decisão política". Na quarta-feira (20), o chefe militar da Otan, o tenente-general americano Alex Grynkewich, afirmou que “centenas” de soldados adicionais seriam transferidos para outros locais, sem dar mais detalhes. "Vamos manter uma boa sincronia com nossos aliados daqui para frente", prometeu. A Polônia diz que se tornou alvo de espionagem e sabotagem russas por causa do papel central no envio de armas e suprimentos militares para a Ucrânia desde o início da invasão em larga escala promovida pela Rússia. O governo polonês planeja destinar 4,8% do PIB para defesa neste ano — o maior percentual entre os países da Otan — e costuma destacar que é um aliado fiel dos Estados Unidos. Um funcionário americano ouvido pela Reuters sob condição de anonimato afirmou que a decisão sobre a Polônia pode fazer parte de uma solução temporária para permitir a redução do contingente militar dos EUA na Alemanha, onde há atualmente cerca de 35 mil soldados americanos. No fim do ano passado, havia cerca de 85 mil soldados americanos posicionados em toda a Europa. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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